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Pecuária brasileira está preparada para uma nova explosão da demanda por carne bovina no 2º semestre?

Quinta-feira, 23 de Julho de 2020

Se a história se repetir teremos , no mínimo, um incremento de 17% no volume de carne bovina exportada no 2º semestre em comparação com os 6 primeiros meses do ano. Além disso, a recuperação econômica vem sendo verificada e pode impactar positivamente na demanda interna dos próximos meses.

 

Com as exportações apresentando bons volumes embarcados, a expectativa do setor pecuário que é tenha uma grande procura pela a carne bovina no segundo semestre. As referências para o boi gordo estão ao redor de R$ 223,00/@, mas a maioria das indústrias oferta R$ 220,00/@ no estado de São Paulo.

De acordo com o Sócio da Radar Investimentos, Douglas Coelho, os preços do boi estão balizados pelo a oferta restrita de animais terminados. “Nós estamos vendo uma dificuldade grande das indústrias em originar animais terminados para o abate. Isso está ligado com falta de atratividade do confinamento no início do ano”, comenta.

Atualmente, a média das programações de abate está ao redor de 2.8 dias úteis e os frigoríficos precisam completar as escalas até a próxima terça-feira. “Temos alguns relatos de clientes no Mato Grosso que as escalas também estão encurtando lá, mas não tão curtas como na praça paulista”, informou.

Do lado da demanda externa, Coelho aponta que o volume embarcado deve continuar no segundo semestre já que a potência asiática ainda enfrenta problemas com a peste suína africana. “Apesar de a China estar recompondo os estoques, o total produzido ainda não atende a demanda por proteína animal”, relata.

Os contratos futuros seguem com preços abaixo dos observados no mercado físico e os valores do milho seguem estáveis, o que não estimula o pecuarista a confinar. “A margem está apertada, mas estamos com uma cabeça construtiva em relação aos preços e mais restritiva com a disponibilidade de animais em agosto e setembro”, afirma.

No final de 2019, a valorização da carne no atacado acabou limitando os ganhos da arroba no mercado físico. “O maior preço nominal foi no dia 29 de novembro com a arroba negociada em 231,35/@, hoje, a arroba em São Paulo está em R$ 223,00/@. Ou seja, ver preços acima da referência do ano passado não é difícil de acontecer”, destaca.

Com relação a câmbio, o analista salienta que o dólar pode recuar mais caso a reforma tributária sai do papel. “Hoje o preço médio da tonelada exportada está em torno de US$ 4 mil que convertendo com uma média de dólar cotado a R$ 5,34, na qual dá um preço médio em reais de R$ 21.901 por ton. Esse valor em reais é 41% acima se comparado com o valor médio do ano passado.

 

 

Fonte: Notícias Agrícolas

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